j.jesus

Moving time  μια ώρα 48 λεπτά

Ώρα  2 ώρες 54 λεπτά

Σύνολο σημείων 1425

Uploaded 18 Ιουλίου 2018

Recorded Ιουλίου 2018

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  • Scenery

     
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4,1
8,21 χιλιόμετρα

1321 εμφανίσεις, 64 αποθηκεύσεις

κοντά στην περιοχή Maceirinha, Leiria (Portugal)

Entre a Maceirinha e a Maceira nasce um ribeiro, que por passar junto do Arneiro deste tomou o topónimo. E porque ao longo deste ribeiro a zona ripícola é de abundante e variada vegetação, contrastando com as muitas zonas desarborizadas da zona, alguém achou que aquele vale se deveria chamar "Amazónia". Este nome, no entanto e tanto quanto eu saiba, não é topónimo oficial para aquela zona mas quem sabe se um dia não será. Então, para não sermos diferentes, chamemos ao trilho que ao longo do ribeiro do Arneiro corre "Trilho da Amazónia".
Já percorrera este trilho a solo mas hoje, a Maria Alice, tendo ouvido falar dele teve curiosidade, sugeriu que fôssemos até lá.
Deixámos o carro junto da Escola da Maceirinha e, à frente à esquerda, tomámos a rua da Antiga Capela que, no local onde outrora a sagrada ermida recebeu devotos, esmolas, lamúrias, preces, confições e... beatas, hoje existe uma lápide que «Joaquim Cardoso levantou» em 1914, para que não esqueçam os vindouros que o terreno ali foi sacro.
Adiante um colossal e mais que centenário sobreiro exibe a sua pele semi-nua por ter ofertado o seu manto de 9 anos ao dono para que o mercasse. Outro manto confecionará entretanto.
Entramos agora num carreteiro rural, de serventia a terrenos agrícolas, que deixou há muito de ver carros de bois ou carroças de asnos e os que aqui passam agora não puxam carroça e equilibram-se em duas pernas. Não levem a mal, foi uma graçola sem grande piada.
E pronto, cá estamos nós em plena Amazónia. Vegetação luxuriante. Heras que trepam pelas árvores, outras que delas pendem. Castanheiros, bidoeiros, salgueiros, freixos, pinheiros, carvalhos, aveleiras, amieiros, choupos e eu sei lá mais quantas espécies de árvores neste ecosistema ripícola. A vegetação rasteira nem me atrevo a enumerar salvo, no entanto, a referência à gilbardeira (ou gisbarbeiro como por aqui se ouve dizer com frequência) que por aqui existe ainda com os seus frutos vermelhos numa altura do ano que não é habitual. A água da ribeira é límpida mas o leito leitoso por onde corre define bem a sua origem calcária - a mina (pedreira) da cimenteira é mesmo ali perto da nascente.
Este carreiro por si só vale a caminhada. A fauna também é abundante. Ouve-se o canto dos verdilhões e tentilhões sobre o cantar da água. Uma pinha rapada de fresco revela a presença de esquilos. Lá em baixo, junto à água, o voo das libelinhas é maravilhoso de observar. Tanta coisa a ver nesta Amazónia. Cuidado, aos sábados e domingos é necessário muito cuidado porque estes trilhos estreitos são percorridos a alta velocidade por ciclistas.
Saímos da Amazónia e já caminhamos em asfalto, pela povoação que deu o nome à ribeira: o Arneiro, entre moradias de jardins floridos. Ruas quase sem trânsito: primeiro a R. do Casal, depois a do Centro, segue-se a da Fonte, na Travessa do Moinho apreciamos o antigo lavadouro e a levada que apresenta uma conduta em ferro sobre ela (sinais dos tempos) o que me encanta é a tabuleta que diz «Os Cursos de Água são fonte de vida. Proteja-os». Sim, esta consciencialização é necessária agora que ela chega a nossas casas canalizada sem sabermos a sua origem. Um pouco à frente, em espaço privado, uma manequim de porcelana exibe a sua bela perna. Que pena não haver por aqui uma mágica flauta que, quando tocada, desse vida àquela inerte estátua.
Não divagues e continua. A rua do Ouro leva-nos agora junto à encosta do pinhal até ao Arnal. Povoação antiga onde se encontraram vestígios romanos. Na rua Cónego P. Costa apreciamos o coreto tradicional que se encontra na confluência com a rua da Tabueira mas cortamos para a Calçada de S. João junto à estação da Via Sacra que apresenta Cristo caído num belo painel de azulejos. As iniciais no canto superior direito do painel - SPQR - Senatus Populusque Romanos trouxe-me à memória o "Manual de Pintura e Caligrafia" de José Saramago e a descrição que faz da sala onde iria ficar a moldura do senhor S.. Assim meditando chego ao largo da capela de S. João que identifico pelo vetusto painel de azulejos à esquerda da frontaria. Neste largo chama-nos a atenção também uma lápide em casa antiga que homenageia dois professores. Nunca serão demais as homenagens àqueles que nos induziram a arte de aprender, ensinando.
Casas novas, casas velhas, fontanários ao abandono e eis-nos à beira de terra agrícola que exibe belos legumes alimentados com a seiva de um poço verde. A flor da romã sempre me impressionou pela sua rigidez com delicadeza. à frente nova estação da Paixão de Cristo num painel naturalmente com a mesma origem e, lá está, SPQR. Já se vê a Igreja de Nossa Senhora da Luz da Maceira. Antes de a ela chegarmos cortamos à esquerda por umas escadinhas que nos conduzem ao ponto mais bonito desta caminhada: A Ermida de Nossa Senhora da Barroquinha. Este sítio é mágico! ... A descrição mais antiga dele encontra-se no livro "Couseiro ou Memórias da Cidade de Leiria", escrito em 1657 «Por baixo das casas do cura desta igreja (de Nossa Senhora da Luz de Maceira), na concavidade que faz a altura dela, ao sítio do adro, está um oratório que fez um devoto, e nele a imagem de Nossa Senhora ( que estava antes no mesmo lugar, em uma lapa, que se fazia no dito barrocal) ; é a imagem de vulto, com um nicho de pedra doirado, em um altar; em que no ano de 1654 se deu licença para se dizer missa, a instâncias de João Francisco, de Maceira (Maceirinha), que fez o oratório e o dotou; ... ... ... O orago é de Nossa Senhora da Guia, que lhe deram os devotos da Pederneira, que vêm ali em romaria, e dantes se chamava do Barro, e ainda muitos lhe chamam da Barroquinha; é de romagem. E junto a este oratório está uma fonte, em que se lavam os romeiros para remédio de suas enfermidades; e da eminência do dito barrocal cai um regato de água, que daí vai correndo e faz o sítio alegre.»
Esta descrição é tão real que quem a conhece e ali vai sente, a mística do lugar. Claro que a imagem da ermida não é a mesma (onde estará agora?...); a Nossa Senhora de Fátima com os pastorinhos que se encontra na encosta de rocha não existia naquele tempo, o escadório que sobe do lado esquerdo foi construído há não muitos anos, as silvas cobrem uma parte da cascata de 16 metros não a deixando ver por completo.
Mas, apesar de tudo o que disse, vale a pena.
Subimos o tal escadório novo e, do outro lado da rotunda, começamos a subir uma estrada, ou seja, um serpenteante caminho alcatroado que nos leva a outro ponto maravilhoso: a capela de Santo Amaro. Citando de novo o "Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria" - «Por cima da igreja paroquial, em o alto de um monte, está uma ermida da invocação de Santo Amaro; foi feita no ano de 1576 ... ... . A imagem do Santo é de vulto [escultura, de pedra, do século XVI]». Claro que a capela não é a mesma e o escadório que a ela conduz fou feito em 1896/7 e a estátua do santo em pedra que o encima, foi colocada em 1899. A cruz que se encontra a norte data de 1869 e é comemorativa da missão desse ano.
Encantou-nos a bela paisagem que dali de disfruta. A poente até ao mar e a nascente até à serra dos Candeeiros.
O caminho de regresso, não sendo espetacular, foi digno do melhor que esta caminhada teve. Por carreteiros entre pinhais e carreiros de pé posto (ou roda posta), alguns com bonitas galerias de vegetação, por baldios ou junto a campos de cultivo fomos apanhando orégãos que hão-de secar e apaladar as saladas e os cozinhados cá de casa.
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No local da antiga Capela da Maceirinha

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O imponente sobreiro e o carreteiro de acesso à Amazónia

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O Início da Amazónia

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Cuidado! travar com o motor é um aviso para os pedestrianistas mais que para ciclistas

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Em Plena Amazónia

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Ribeiro do Arneiro de águas claras e leito leitoso

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A vegetação é luxuriante

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Pontes de paletes - pura reciclagem

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Um recanto privado a que não tivemos acesso

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Passando a ribeira

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Mais amostras da vegetação

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As pontes do mesmo material reciclado

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Flores selvagens alegram os espaços mais abertos

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e as menos selvagens espreitam-nos dos jardins das moradias

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Desde 1890 a jorrar água

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Lavadouro, Placa que aconselha e dois sistemas de transporte de água em paralelo

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Quem terá servido de modelo?

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Pinhal de um só pinheiro

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Coreto, Via Sacra SPQR e um aquário privado aberto ao público

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Capela de S. João, adro e homenagem aos professores

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Duas portas com idades e saúde diferentes

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em 1877 dava vida à população. Hoje está esquecida

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O Poço verde das framboesas e as flores que serão romãs

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Outra estação de azulejos SPQR, uma moldura emoldurada e a igreja da Senhora da Luz

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A Casa do Moínho, Igreja de Nª Srª da Luz e mais uma bela estação da Via Sacra

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O belo recanto da Nª Srª da Barroquinha

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A Cascata na Srª da Barroquinha e a Senhora de Fátima

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Pedras antigas que vale a pena ler e a ribeira que vale a pena ver

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Subindo o escadório e a Igreja de Nossa Senhora da Luz (Manuelina)

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No alto da Capela de Santo Amaro

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um ç onde não devia

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De regresso

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As antigas chaminés da cimenteira

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Mais um pouco de Amazónia no regresso

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'Trava Abílio' vem gente a passar

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A moderna cimenteira e os campos agrícolas por aqui perto

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Quase a chegar ao fim.

6 αξιολογήσεις

  • Φωτογραφίες António Calado

    António Calado 2 Νοε 2018

    I have followed this trail  επαληθεύτηκε  View more

    Caro Joaquim. Óptima informação do trilho. Abraço.

  • Φωτογραφίες j.jesus

    j.jesus 2 Νοε 2018

    Obrigado António. Um abraço.

  • Φωτογραφίες Telma Freire

    Telma Freire 20 Φεβ 2019

    Obrigada pela partilha deste trilho. Fiz o fim de semana passado e adorei.

  • Φωτογραφίες Telma Freire

    Telma Freire 20 Φεβ 2019

    I have followed this trail  View more

    Muito bonita a trilha

  • Φωτογραφίες joelfernandes11

    joelfernandes11 11 Αυγ 2019

    Parte do trilho está fechado agora com vedação

  • Φωτογραφίες j.jesus

    j.jesus 12 Αυγ 2019

    De facto ouvi dizer que a cimenteira tinha adquirido e vedado parte deste trilho. Revisitarei o trilho brevemente para encontrar e publicar alternativas pois acho que a parte mais bonita continua acesssível.

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