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Uploaded 6 Ιουλίου 2019

Recorded Ιουλίου 2019

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κοντά στην περιοχή Maiorca, Coimbra (Portugal)

- Trilho circular, com marcações (exceto no troço alargado até Montemor-o-Velho), com início e fim na vila de Maiorca;
- Este trilho desenvolve-se por estradões de terra batida, entre arrozais, passando pelas povoações de Quinhendros, Montemor-o-Velho, Ereira e Raposeira;
- Trilho essencialmente plano, verde e rural, ao longo das margens do velho rio Mondego. Destaque para a vila de Montemor-o-Velho, nomeadamente para o seu fantástico castelo;
- Sem dúvida, um trilho excelente para ser realizado na primavera (muito verde) ou mesmo no outono. Na época estival, pode tornar-se demasiado quente pois é totalmente exposto. No entanto, se soprar uma brisa, e com os canais do Mondego por perto, o calor será mais suportável.

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PR1 FF - TRILHO DOS ARROZAIS
Percurso interpretativo pelo património histórico, arqueológico, ambiental e paisagístico, na região da Figueira da Foz. Por entre a paisagem fresca e plana dos arrozais ondulando ao vento, este percurso visita o modo de morada dos primeiros povos que ali habitaram e atravessa toda a História de Portugal que ali se cruza com a do Mondego. A vila de Maiorca possui hoje, no panorama do edificado do concelho da Figueira da Foz, um dos núcleos habitacionais antigos mais bem preservado. São exemplo disso, o Paço de Maiorca, o Palácio do Conselheiro Branco, a Igreja Matriz e a Casa da Baía. Terra de campos férteis, onde a orizicultura é rainha, os seus campos ganham tonalidades distintas, de época para época, conforme o amanho das próprias terras. Sendo uma cultura antiga, que alguns autores apontam como tendo sido introduzida na Península Ibérica pelos árabes, a orizicultura manteve-se como cultura marginal nos campos do Mondego até meados do século XIX, começando a ampliar-se a partir de 1856. Segundo António Luís de Sousa Henriques Sêco, na sua “Memória histórico-corográfica dos diversos concelhos do distrito administrativo de Coimbra”, publicada em 1853, parece que o concelho da Figueira da Foz foi o primeiro de Portugal, a cultivar arroz, justamente nos campos de Maiorca. O certo é que a cultura do arroz no Baixo Mondego veio alterar a economia de base agro-pastoril aqui praticada, alicerçada na cultura do milho e na criação de gado manadio, fazendo desaparecer antigas práticas comunitárias como o compáscuo. Podemos ainda dizer que a orizicultura do Baixo Mondego constituiu, em tempos, uma importante fonte de rendimento para as populações ribeirinhas, sendo que, presentemente, os campos de arroz já fazem parte integrante da paisagem do Baixo Mondego - da sua gastronomia, do seu folclore, da sua etnografia, da sua economia - tornando-se um elemento representativo desta identidade local.
Extensão - 13,5 km
Tipo de Percurso - Pequena rota circular
Grau de dificuldade - Baixo
Duração - 4 horas
Época Aconselhada - Primavera, Verão
Desnível - Plano, apenas com uma ligeira elevação no outeiro de Sta Olaia
Ponto de Partida / Chegada - Paço de Maiorca;
Itinerário - Maiorca, Ponte dos arcos, Castro de Sta Olaia, Rio Mondego, Ponte das cinco portas, Maiorca.


MAIORCA
Corre na tradição popular que a origem do nome de Maiorca acompanha o denominativo nome de Montemor-o-Velho. Reza a lenda da grande rivalidade que existia entre os habitantes das duas localidades, por cada uma considerar a sua terra como o sítio mais elevado. Assim, e gritando os de Montemor do alto do seu castelo “Monte…mor! Monte…mor! E os de Maiorca respondiam a despique, Maior…Cá! Maior…Cá! Explicação mais credível parece ser a etimológica, segundo a qual o topónimo resulta da junção dos vocábulos árabes mal (muito) e Horca (apertado). Assim se caracteriza Maiorca: uma ínsua apertada entre os rios Foja e Mondego. A sua história é projectada a limites de povoamentos fenícios, romanos e árabes. Foi uma vigaria do Cabido da Sé de Coimbra. Foi couto da Universidade de Coimbra e sede do concelho com juiz ordinário, vereadores e almotacés, desde 1834 até 1853, data a partir da qual integrou o concelho da Figueira da Foz. Segundo a crónica da ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, Maiorca teria sido doada como vila, a Santa Cruz de Coimbra, pela Rainha D. Dulce, mulher de Sancho I, em atenção ao seu confessor, D. João Frois, que era prior do convento. Este dar-lhe-ia foral em 1194. Constituiu, até ao início do século XIX, o couto de Maiorca. Tinha, em 1801, 2 613 habitantes. Foi sede de concelho até 1855. Era constituído pelas freguesias de Alhadas, Brenha, Ferreira-a-Nova, Maiorca e Quiaios. Tinha, em 1849, 12 846 habitantes. A área do antigo concelho correspondia à zona norte do actual município da Figueira da Foz. Mais recentemente, foi elevada a Vila pela Lei 62/95, publicada em diário da República, I Série A, nº 200 de 30 de Agosto de 1995.
Lenda da origem do nome de MAIORCA: O nome Maiorca provém da língua árabe, mais concretamente das palavras mal, significando "muito", e horca, significando "apertado". Esta designação foi utilizada devido à localização original da povoação, apertada entre dois braços do rio Mondego. A tradição popular adoptou uma lenda para explicar o nome do povoado. De acordo com esta lenda, os habitantes de Montemor-o-velho afirmariam, do cimo do seu castelo, que o monte onde este se encontra edificado era o maior da região, ao que os habitantes de Maiorca responderiam, em referência ao seu próprio monte, "maior cá". Vendo esta disputa de fora, a população de Verride diria "vede e ride".


RIO MONDEGO
O rio Mondego tem um comprimento total de 234 quilómetros. A sua nascente situa-se na Serra da Estrela, no concelho de Gouveia, no sítio de Corgo das Mós (ou ‘’Mondeguinho’’), a uma altitude de cerca de 1425 metros. No seu percurso incial, atravessa a Serra da Estrela, de sudoeste para nordeste, nos concelhos de Gouveia e Guarda. A poucos quilómetros desta cidade, junto à povoação de Vila Cortês do Mondego, atinge uma altitude inferior a 450 metros. Nesse ponto, inflecte o seu curso, primeiro para noroeste e depois, já no concelho de Celorico da Beira, para sudoeste. Aqui se inicia o seu curso médio, ao longo do planalto beirão, cortando rochas graníticas e formações metamórficas. Depois de atravessar o concelho de Fornos de Algodres, o rio Mondego serve de fronteira entre os distritos de Viseu,a norte, da Guarda e de Coimbra, a sul. Assim, delimita, na margem norte, os concelhos de Mangualde, Seia, Nelas, Carregal do Sal, Santa Comba Dão e Mortágua, enquanto que na margem sul serve de limite aos concelhos de Gouveia, Oliveira do Hospital, Tábua, Penacova e Vila Nova de Poiares. Entre Penacova e Coimbra, o rio percorre um apertado vale, num trajecto caracterizado por numerosos meandros encaixados. Depois de se libertar das formações xistosas ( rochas metamórficas facilmente identificaveis por serem fortemente laminadas) e quartzíticas ( rocha metamórfica cujo componente principal é o quartzo) e já nas imediações da cidade Coimbra, o rio inaugura o seu curso inferior, constituído pelos últimos quarenta quilómetros do seu trajecto e cumprindo um desnível de apenas 40 metros de altitude. Nesta última etapa, percorre uma vasta planície aluvial, cortando os concelhos de Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, onde desagua, no Oceano Atlântico. Junto à sua foz forma-se um estuário (Um estuário é a parte de um rio que se encontra em contato com o mar) com cerca de 25 km de comprimento e 3,5 km² de área. Nos últimos 7,5 km do seu troço desdobra-se em dois braços (norte e sul), que voltam a unir-se junto à foz, formando entre si a pequena ilha da Murraceira.
Waypoint

825 anos do Foral de Maiorca

A povoação da Vila de Maiorca recebeu foral em 1194, outorgado pelo prior do Mosteiro de Santa Cruz. Constituiu, até ao início do século XIX, o couto de Maiorca. Tinha, em 1801, 2 613 habitantes. Foi sede de concelho até 1853.[4] Era constituído pelas freguesias de Alhadas, de onde foi desanexada a freguesia de Moinhos da Gândara; Brenha; Ferreira-a-Nova, a qual gerou também a freguesia de Santana (Figueira da Foz), Maiorca e Quiaios, de onde foi destacada a freguesia de Bom Sucesso (Figueira da Foz) . O referido concelho tinha, em 1849, 12 846 habitantes. A área da antiga Câmara correspondia à zona norte do actual município da Figueira da Foz, exceptuando as freguesias urbanas. Existe uma veneração secular e muito especial, ao Divino Senhor Bom Jesus da Paciência.
Λίμνη

Parque de Merendas de Maiorca

Γέφυρα

Ponte dos Arcos

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Antiga estrada empedrada

Αρχαιολογική θέση

Castro de Santa Olaia

No outeiro de Santa Olaia, onde existe uma capela, encontram-se vestígios de uma estação arqueológica. As escavações efectuadas entre 1915 a 1920, puseram a descoberto restos de várias casas de planta rectangular, com cerca de 3,5 metros por 2,5 metros, construídas com pequenas pedras cimentadas com argila, correspondentes a três níveis sucessivos de ocupação durante a Idade do Ferro, além de vestígios de construções posteriores. Alguns objectos dispersos atestam a ocupação durante o Neolítico, embora não se tenham encontrado as habitações correspondentes. Os objectos mais importantes recolhidos nos níveis da Idade do ferro são cerca de 30 grandes potes reconstituídos e restos de muito outros, em geral com asas circulares e por vezes pintados com faixas horizontais e outros motivos a castanho, vermelho e branco, característicos dos estabelecimentos ibero-púnicos, e dezenas de tigelas, por vezes também pintadas, geralmente associadas aos potes, julgando-se que serviriam de tampas dos mesmos, além de uma grande variedade de cerâmica de outros tipos, e ainda numerosos cossoiros de barro que atestam a importância da tecelagem. Recolheram-se ainda várias fíbulas e outras peças de bronze, cobre, chumbo e ferro, pesos de rede, representativos da actividade piscatória, que deve ter sido importante, contas de colar e outros objectos de vidro e osso e ainda pequenos moinhos circulares e vários objectos de pedra. A alimentação dos habitantes encontra-se documentada por restos de ovicaprídeos, bovídeos, coelhos, veados e javalis e por valvas de ostras e de outros moluscos.
Sacred architecture

Capela de Santa Olaia

A Capela de Santa Olaia foi erigida provavelmente do tempo do nosso primeiro Rei. Situada no monte, a vista sobre os arrozais do Mondego é deslumbrante. Numa das muitas remodelações foi-lhe abolido um painel de azulejos, segundo algumas informações datavam da segunda metade do séc. XVII. É uma capela simples como se pode observar pela sua fachada. No seu interior as paredes são pintadas, existe um arco cruzeiro. A imagem de Santa Olaia é de 1671. O Sitio Classificado de Montes de Santa Olaia e Ferrestelo foi criado pelo Decreto-Lei nº 394/91 de 11/10/1991, com o intuito de proteger e conservar os valores naturais, científicos e culturais nele contidos, um uso sustentado do território e a promoção e disseminação da educação ambiental. O Monte de Ferrestelo, onde se encontra o Castro de Santa Eulália ou Olaia, é sítio classificado de Interesse Público desde 1954. Foi o arqueólogo figueirense António dos Santos Rocha (1853-1910), que aqui fez as primeiras escavações á porta da sua terra natal. Encontrou monumentos e objetos que provam o povoamento do sítio desde a Idade do Ferro. Os objetos estão expostos no Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz.
Sacred architecture

Capela de Quinhendros

πανόραμα

Panorâmica do castelo de Montemor-o-Velho

Sacred architecture

Igreja de S. Martinho

São Martinho é o nome a quem a igreja é dedicada. Este templo religioso está datado do século XV, mas a sua história remonta a muitos séculos atrás, ao ponto da arqueologia ainda não ter conseguido as suas verdadeiras origens. Contudo, testemunhos documentais provam que no século IX terá sido fundado um Mosteiro Beneditino com um vínculo ao de Lorvão. Montemor foi um dos locais mais importantes do reino da Baixa Idade Média. Foi no efémero governo do Infante D. Pedro, senhor de Montemor, que se edificou o atual edifício, transformando o interior num riquíssimo e monumental ao estilo quatrocentista, com um corpo de oito tramos, divididos por arcos quebrados, e um arco de volta perfeita a separar a capela-mor. Contrariamente ao interior, o exterior é de uma simplicidade com a fachada possuidora de dois rasgos, o portal e uma janela, ambos de moldura em verga reta. O templo tornou-se Imóvel de Interesse Público em 2002
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rua da Judiaria

Building of interest

Praça do Município

Montemor-o-Velho - Vila e sede de concelho situada no centro do País, Montemor-o-Velho tem vestígios de ocupação humana desde o período Neolítico, contando pois com uma rica e longa história, de forte legado patrimonial. Em tempos terra de agricultores, o concelho está hoje virado para o sector terciário, estando a indústria repartida sobretudo em estabelecimentos fabris de pequena e média dimensão, existindo ainda, contudo, uma forte característica agrícola, nomeadamente na cultura do milho e do arroz. Com uma localização geográfica estratégica, o seu Castelo é ainda hoje o legado patrimonial de maior peso. Mas muito mais Montemor-o-Velho tem para contar, basta visitar o povoado de Santa Olaia e os seus vestígios arqueológicos, ou os núcleos históricos de Montemor-o-Velho, Pereira e Tentúgal. Localizado numa área privilegiada, a Fauna e Flora da região de Montemor-o-Velho são igualmente ricas, como se pode verificar na a Reserva Natural do Paul de Arzila e no Paul do Taipal, sobretudo na prospera comunidade de avifauna aqui existente. Região igualmente rica em termos gastronómicos, em Montemor-o-Velho encontramos uma ementa bem variada, desde o arroz de lampreia, o sável frito, as aves de capoeira, tudo acompanhado pela famosa broa, terminando em pleno com os doces conventuais tão presentes nesta região, como os pastéis de Tentúgal, as queijadas de Pereira e de Tentúgal, os papos de anjo e as barrigas de freira, ou mesmo as espigas doces de Montemor-o-Velho, e o arroz doce.
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Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia de Montemor-o-Velho ou Capela da Misericórdia de Montemor-o-Velho é um monumento religioso do Concelho de Montemor-o-Velho, no Distrito de Coimbra, em Portugal. Foi edificada no século XVI tendo sofrido reformas na 2ª metade do século XVIII e no último quartel do século XIX (1873). A construção do templo obedeceu ao modelo habitual das igrejas de Misericórdia edificadas a partir da segunda metade do século XVI. Com planimetria longitudinal, é composta por nave única e capela-mor. O edifício apresenta uma fachada simples com portal de volta perfeita ao centro, ladeado por pilastras jónicas, encimado por um escudo nacional de talhe setecentista e por um relevo com a representação da Mater Omnium atribuído a João de Ruão. O interior "apresenta-se como um espaço único com coro-alto, púlpito colocado do lado do Evangelho, e tribuna dos mesários, com colunas jónicas, edificada no espaço fronteiro nos últimos anos do século XVII". Do programa decorativo da igreja destaquem-se os retábulos em pedra de Ançã.
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Igreja Sta. Maria de Alcáçova

A igreja edificada dentro da alcáçova do Castelo de Montemor-o-Velho apresenta fachada marcada por grande sobriedade. O portal, rasgado em arco ogival, é encimado por pedras de armas do bispo-conde D. Jorge de Almeida. A sobrepujá-lo abre-se um óculo com moldura ressaltada, formada por círculos concêntricos. A frontaria é rematada por empena triangular, coroada por pequena cruz, tendo do lado direito uma curiosa torre sineira. A torre eleva-se acima da empena, de planta quadrangular com ventanas muito alongadas e terminada por coruchéu e pináculos nos ângulos. Lateralmente, abre-se uma porta manuelina, enquadrada por elegante arco polilobado. Ao entrar no templo sente-se um ambiente leve, cheio de beleza que convida ao recolhimento. O interior é formado por amplo retângulo dividido em três naves ritmadas por uma série de arcos quebrados, muito abertos e de grande beleza. Suportam os arcos colunas de fustes espiralados, tendo os dois últimos (das capelas colaterais) espiral em sentido inverso aos anteriores, de secção mais larga. As duas primeiras colunas são oitavadas com singelos capitéis. A parede entre os arcos, que faz ligação à cobertura de madeira, é muito reduzida. A conjugação de todos estes elementos transmite-nos a sensação de um espaço unitário, de templo de uma só nave, ao invés do seu espaço tripartido. As naves são terminadas por capelas - a central e a colateral esquerda apresentam cobertura em abóbada de berço e a direita em concha. Com os topos cilíndricos mantendo a antiga estrutura, as capelas colaterais rasgam-se em arcos "manuelinos", de grande efeito plástico. O acesso à sacristia é feito por uma porta lobulada e na parede abre-se uma janela, também de gosto manuelino. Esta igreja é ornamentada por diversos trabalhos de escultura de várias épocas, saídos das mãos de mestres da região. Algumas imagens denotam o carácter regional, pela sua falta de proporções e fraca policromia. Outras são de grande qualidade, como a "Virgem do Ó" e o Anjo da Anunciação de mestre Pero, da primeira metade de Trezentos. Merecedor de olhar atento é o retábulo renascentista atribuído ao grande mestre João de Ruão, onde podem ser apreciadas as esculturas representando uma "Virgem da Expectação", uma Santa Luzia e uma Santa Apolónia. Contribuindo para a beleza das naves, destacam-se os revestimentos cerâmicos, principalmente os que estão colocados junto à pia batismal. Na capela-mor sobressai o retábulo seiscentista, em talha dourada, ao Estilo Nacional. Na Capela do Sacramento ressalta um outro retábulo do século XVI, minuciosamente ornado, com sacrário trabalhado como se fosse um templo, contendo nos nichos imagens de S. João Batista e da Aparição de Cristo à Virgem e a Maria Madalena. Ostenta ainda um baixo relevo policromo, representando a Última Ceia. Para balizar cronologicamente a construção muito contribuem as inscrições das lajes que aparecem no pavimento, datadas desde o século XI ao XIX. A tradição diz que foi fundada em 1090, quando era conde de Coimbra o moçárabe Sisnando Davidiz. Entretanto, seria reedificada e consagrada nos inícios do segundo quartel do século XII. Em finais deste século sofreu novamente algumas intervenções, que se repetiram com a sua reconstrução no reinado de D. Manuel I, estando à frente da diocese o bispo-conde D. Jorge de Almeida.
κάστρο

Castelo de Montemor-o-Velho

Dominante sobre o vale onde corre o Mondego, com campos de arrozais a perder de vista, a vila de Montemor-o-Velho está coroada pelo seu imponente castelo, a principal fortaleza do Baixo Mondego na época medieval. Este extenso território tem sido sucessivamente ocupado desde a época romana, e quando os árabes aqui se estabeleceram no século VIII, as terras de Montemor viram-se constantemente como espaço de acesas disputas entre muçulmanos e cristãos. Depois da Reconquista cristã e da independência portuguesa, Montemor-o-Velho e a sua majestosa fortaleza foram cenário de inúmeros acontecimentos da história de Portugal. Defensor do vale que domina e do rio que o fertiliza, as pedras deste castelo albergaram reis e infantas, ficando indelevelmente ligadas a lendas nascidas da imaginativa tradição popular. Em 991 al-Mansur conquistava Montemor-o-Velho, e terá sido depois desta data que se levantou uma fortificação islâmica, com mesquita. Deste espaço ancestral quase nada resta, e o castelo que se ergue hoje sobre o vale mondeguino é obra de sucessivas campanhas medievais. Em 1064, com a conquista de Coimbra, Montemor-o-Velho passou em definitivo para as mãos dos cristãos, e terá sido Afonso VI de Castela que reedificou a estrutura defensiva. Na mesma época, foi fundada dentro das muralhas a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, muitas vezes reedificada nos séculos que se seguiram. Com Afonso Henriques e Sancho I a estrutura da fortaleza seria reforçada, uma vez que Montemor manteve a sua importância geo-estratégica depois da independência. O paço do castelo foi remodelado por ordem das infantas Teresa e Mafalda, que o transformaram num típico paço senhorial. A fortaleza viria a ser objecto de inúmeras disputas nos séculos seguintes. D. Afonso II discordou do testamento no qual seu pai doara o castelo às infantas suas irmãs, Teresa e Mafalda, e só a intervenção papal sanou a discórdia. Mais tarde, viria a estar no centro de novas contendas, primeiro entre Sancho II e Afonso III, depois nas lutas entre o príncipe D. Afonso e o seu pai, o rei D. Dinis. Devido à sua preponderância militar no espaço nacional, o regente D. Pedro fez dele o seu paço pessoal. O castelo de Montemor-o-Velho foi também palco de uma das mais trágicas estórias da história. Foi aqui que, nos primeiros dias de 1355, o rei Afonso IV se reuniu com os seus conselheiros para debaterem o perigo que constituía para a política portuguesa a união do infante D. Pedro com Inês de Castro. Filha de um dos mais poderosos nobres de Castela, Inês vivia maritalmente com o herdeiro do trono desde a morte da mulher deste, em 1345. Esta ligação desagradava à corte, sobretudo pela desmedida influência que os irmãos de Inês exerciam sobre o futuro rei bem como pela possibilidade de um dos filhos bastardos do casal poder, um dia, ascender ao trono. Afonso IV deixou-se convencer de que o amor de Pedro e Inês era um assunto de estado, e que a Castro constituía um perigo para a independência nacional… Foi assim ditada a sorte de Inês que, poucos dias depois e a mando do rei, era assassinada no Paço de Santa Clara, em Coimbra.
κάστρο

Cercado Norte do castelo

Building of interest

Biblioteca Municipal / Cadeia Velha

Γέφυρα

Ponte sobre o velho rio Mondego

Waypoint

travessia dos arrozais

Γέφυρα

Ponte das 5 portas

Waypoint

túnel por baixo da A14

Γέφυρα

Ponte do Arco Porqueiro

πηγή

Fonte da Oliveira

πανόραμα

Panorâmica dos arrozais

Building of interest

Paço dos Viscondes de Maiorca

Paço barroco de planta em T com haste transversal invertida e curta, desenvolvendo-se em dois e três pisos. Fachada principal com escadaria de acesso ao 2º andar, em leque com guarda curva em balaustrada; portal coroado por frontão de lanços, decorado por festões de flores, concheados e ondas; remate em frontão triangular com brasão; janelas em arco abatido com frontão almofadado e cornija curva sendo as inferiores sem frontão. Fachadas laterais e posterior com volumes diferenciados, alguns vãos em arco abatido, outros de verga recta, destacando-se na fachada posterior dois alpendres assentes em colunas toscanas sobre altos plintos paralelepipédicos. Interior com coberturas diferenciadas, na cozinha, abóbada oitavada e nos anexos abóbada de arestas, tectos em madeira, sendo nos quatros planos, e nas salas uns em masseira com decoração figurativa, outros seccionados e com padronagem, na capela em caixotões com florões e com molduras de marmoreados fingidos. Reúne um dos mais importantes conjuntos de azulejos setecentistas utilizados na arquitectura civil residencial na zona centro do país, com azulejos de composição figurativa entre os quais se destacam os painéis do salão nobre, representando cavalos e respectivo cavaleiro a praticar exercícios equestres, painéis que reproduzem gravuras de um tratado de equitação, ou os curiosos painéis da cozinha, representando os "empregados" a cozinhar. No corredor esquerdo e nas 2 salas suas confinantes contém armários de parede, onde primitivamente seriam janelas voltadas para o exterior, provavelmente tapadas no séc. 18, com a construção da parte E. do edifício. Cozinha octogonal com lareira central em cantaria com azulejos de composição figurativa, de composição ornamental com motivos vegetalistas, e azulejos de padrão. Destaque também para outras divisões de elaborada decoração; alguns azulejos assemelham-se aos dos Paços da Universidade de Coimbra colocados na sequência das obras pombalinas; na capela pintura mural naturalista e retábulo de pedra de perfil renascentista, sendo também de grande importância, os jardins de configuração geométrica. Em conclusão todo o conjunto é indissociável e representa uma forte componente histórica, cultural, arquitectónica e decorativa revelando-se de grande importância a sua preservação.

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