Ώρα  5 ώρες 24 λεπτά

Σύνολο σημείων 1951

Uploaded 15 Φεβρουαρίου 2020

Recorded Φεβρουαρίου 2020

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466 m
348 m
0
5,2
10
20,66 χιλιόμετρα

57 εμφανίσεις, 1 αποθηκεύσεις

κοντά στην περιοχή Chaves, Vila Real (Portugal)

- Trilho circular sem marcações, com início e fim na cidade de Chaves, junto ao Parque das Termas;
- Decorre ao longo da Veiga de Chaves, primeiro pela margem esquerda do rio Tâmega em direção a norte e depois pela encosta a nascente, no sopé da Serra do Brunheiro, onde se situam as aldeias de Santo Estevão, Faiões e Eiras;
- Este percurso coincide com grande parte da Rota da Ciclovia de Chaves e com a Rota das Lagoas de Chaves;
- Misto de caminhos rurais, estradão de terra e algum asfalto;
- Trilho com características técnicas fáceis, sem desníveis acentuados e que se realiza num curto espaço de tempo. Apenas o considerei de dificuldade moderada tendo em conta o número de quilómetros percorridos;
- As aldeias por onde o trilho passa merecem especial atenção, quer pelo património histórico quer pela malha urbana, com especial destaque neste caso para a aldeia de Faiões e as suas ruas labirínticas;
- A paisagem é fantástica! Todo o vale da Veiga de Chaves, com o Tâmega a serpentear a planície recortada por campos de cultivo fazem desta região um local excelente para caminhar e desfrutar da companhia das inúmeras aves que cruzam o ar: garças, cegonhas e muitas outras espécies permitem aos aficionados da observação de aves bons momentos de contemplação;
- Em suma, um excelente trilho que pode ser realizado em qualquer altura do ano. No entanto, com chuva será muito desagradável pois é muito exposto, passando-se o mesmo em dias de calor intenso, pois as sombras são parcas.


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- ROTA DA CICLOVIA
A rota da Ciclovia de Chaves é um percurso muito agradável, acessível a todos (de bicicleta ou a pé) que acompanha o rio Tâmega pelas duas margens, na zona urbana da cidade. A Ciclovia combina paisagens naturais com paisagens urbanas e nos permite descobrir o redescobrir a cidade de outro modo. Com uma extensão total de 7kms, o itinerário começa junto à Ponte Pedonal, uma obra de arquitetura moderna em forma de barco, na margem direita do rio. Chegamos rapidamente à Ponte dos Agapitos, cruzando até à outra margem. Aqui passamos pela Azenha do Agapito, conhecida pelos flavienses porque forneceu energia eléctrica à vila de Chaves durante muitos anos. Hoje abandonada, só vê-se a estrutura das casas e a roda cobertas pela vegetação. Seguindo sempre o curso do rio Tâmega pela margem esquerda, chegamos ao emblemático Jardim Público, decano dos espaços verdes da cidade, um lugar de grandes cedros centenários e de eleição dos flavienses, ao longo dos anos, para lazer e recreação. Continuando o itinerário, passamos pela Ponte Romana de Trajano, o ex-libris de Chaves, com 2000 anos, onde paramos um pouco para admirar a magnífica vista panorâmica sobre o rio e as suas margens. Em plena freguesia da Madalena, passamos na Rua São João de Deus e contemplamos as fachadas da Igreja de São João de Deus, datada do século XVIII, e do Hospital Real, do século XVII. Chegamos à Alameda de São Roque e continuamos até à Ponte de São Roque. Abandonando a área urbana, a Ciclovia continua com os campos cultivados da veiga, à esquerda, até a Ponte da Galinheira. Nesta parte, estamos mesmo ao meio da natureza e o calme está presente. Cruzada a ponte da Galinheira (um bocado assustador pois que parte da estrura parece que está a desabar), a caminhada segue em sentido inverso pela margem oposta, em direção à Ponte Pedonal, regressando ao ponto de partida do circuito.
Itinerário: desde a Ponte da Galinheira, seguindo o curso do rio Tâmega, até à zona urbana de Chaves
Extensão total: 4,5 km
Tempo estimado: 30 min. de bicicleta
Dificuldade: mínima
Material necessário: calçado cómodo e roupa desportiva
Informação: possibilidade de realizar esta rota de bicicleta, a pé e com crianças


- CHAVES
A bonita Cidade histórica de Chaves, sede de concelho, situa-se num vale fértil, junto ao Rio Tâmega e bem próxima da fronteira com Espanha. Desde tempos remotos que Chaves foi local de eleição de diferentes povos, encontrando-se vestígios de ocupação humana em tempos Paleolíticos, e posteriormente tendo sido povoada por Suevos, Visigodos, Mouros e, claro, Romanos cujo imperador Flávio Vespasiano a apelidou de “Aquae Flaviae”, reconhecendo a qualidade das nascentes termais, com propriedades curativas, sendo mesmo as mais quentes da Europa (cerca de 73ºC), ainda muito aclamadas nos dias de hoje. Com uma grande importância estratégica dado a sua posição geográfica, Chaves foi um importante ponto na Idade Média, tendo mesmo resistido heroicamente à anexação a Castela no séc. XVI. Com uma beleza natural grandiosa, Chaves apresenta inúmeros pontos interessantes, com um Centro Histórico digno de relevo, com a bonita Praça Camões, apresenta igualmente um forte cariz religioso com diversos templos por todo o município, como as Igrejas de Santa Maria Maior, de São João de Deus (século XVIII), a da Misericórdia (século XVII), a de Nossa Senhora do Rosário (situada no Forte de São Francisco) e as Capelas de Santa Catarina, a de Nossa Senhora do Loreto (também conhecida por Senhora da Cabeça, século XVII)), a barroca Nossa Senhora da Lapa, a de Nossa Senhora das Brotas (no Forte de S.Neutel), a da Senhora do Pópulo (em Santo Amaro, século XVI) ou a de São Roque, na Madalena, século XVII, entre tantos outros santuários que pululam esta região. Mas muitos outros pontos de interesse existem na região de Chaves, como todo o legado romano, ou o Museu da Região Flaviense, alojado no antigo Paço dos Duques de Bragança (século XV), que exibe uma variedade de achados arqueológicos, a Misericórdia de Chaves, instalada no antigo hospital, século XV, o Convento da Ordem de Nossa Senhora da Conceição (século XVII) e todo o ambiente medieval que aqui se respira. Digna de registo é a apreciada Gastronomia típica da zona, com os seus famosos enchidos e carnes curadas, e o tradicional Artesanato que tem sido mantido ao longo dos séculos, com destaque para trabalhos em barro preto, a cestaria de Vilar de Nantes e as Mantas de Soutelo.


- VEIGA DE CHAVES
A Veiga de Chaves ocupa uma área de 2500 hectares, tem cerca de 8,5 Km de comprimento e 3 Km de largura e compreende a zona do vale do Tâmega que vai desde a Ponte de Arcossó à povoação de Pereira da Veiga. Quase todo o vale fica situado na sua margem esquerda e é delimitado por montes e serras. Defronta-se a leste com a serra do Brunheiro (919 metros de altitude) e com a terminação setentrional da Serra da Padrela. A oeste limita-se com uma série de pequenas elevações de terreno, que servem de contrafortes à Serra de Bustelo, a qual por sua vez, serve de contraforte à Serra do Larouco e ao planalto de Barrosos. A norte está a Serra de Mairos, que se expande para Espanha, atingindo aí 1083 metros e a Sul está separado pela Ribeira de Oura, por um conjunto de colinas que se prendem ao Brunheiro, no lugar de Pêto de Lagarelhos.


- RIO TÂMEGA
O rio Tâmega (Támega em galego) é um rio internacional, que nasce na Serra de San Mamede, província de Ourense, (Galiza, Espanha) e desagua nas localidades de Entre-os-Rios e Torrão no rio Douro. Entra em Portugal pela extensa veiga de Chaves, vale estrutural (linha de fractura, Verin-Régua), inactivo do ponto de vista sísmico. Este é de abatimento e dissimétrico, conservando ainda o testemunho sedimentar de importante fase lacustre. O rio Tâmega, seguindo sempre uma direcção Norte-Sul, serve de fronteira internacional numa extensão de cerca de 2 quilómetros. Na primeira parte do seu curso em Portugal,ficam-lhe a Este as alturas do Brunheiro (919 metros) e a Oeste os vários degraus que formam a serra do Larouco. Em Portugal, o Tâmega, banha a cidade de Chaves, as Terras de Basto (Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena) passa por Amarante e Marco de Canaveses, desaguando finalmente no Douro nas localidades de Entre-os-Rios e Torrão. Estabelece a fronteira entre os concelhos de Boticas e Vila Pouca de Aguiar.
Spa

Caldas de Chaves

De origem Romana e envoltas num cenário pitoresco as Caldas de Chaves ou Termas de Chaves com alvará de 1899, situam-se em plenos jardins marginais do (Tabolado) junto ao rio Tâmega e a zona da antiga cidade medieval. Brotam das entranhas do vale as suas águas de origem vulcânica que atravessam diversas camadas magmáticas, desembocando à superfície com características e composição únicas. A atmosfera despoluida e o espaço circundante onde se encontra também o "buvette", é o complemento apreciado por turistas, aquistas ou pacientes, que procuram o alívio para o seu stress físico e psíquico.
δέντρο

Jardim do Tabolado

Γέφυρα

Ponte Romana de Trajano

Erguida em sólido e duro granito transmontano, a antiga Ponte de Trajano, sobre o leito do Rio Tâmega, ligava ambas as margens da importante civitas romana de Aquae Flaviae, correspondente à moderna cidade de Chaves. Esta ponte romana foi uma importante obra de engenharia do eixo viário que estabelecia a ligação entre Bracara Augusta (Braga) e a cidade espanhola de Astorga. Com um comprimento total do tabuleiro alcançando os 140 metros, os parapeitos em pedra que o resguardavam foram desmantelados e substituídos por grades de ferro no ano de 1880. A ponte flaviense de Trajano é formada por 16 arcos concêntricos, dos quais quatro se encontram soterrados por construções e sucessivas camadas de aluvião. Estruturalmente, os arcos de volta inteira que enformam a ponte são compostos por robustas aduelas alongadas, magnificamente talhadas e aparelhadas. Os arcos alternam com olhais, sendo os pilares da arcaria amparados por pontiagudos e fortes talha-mares. A jusante, estes pilares não são reforçados pelos usuais contrafortes. No centro da ponte, em ambos os lados, erguem-se os sólidos marcos-colunas, contendo importantes inscrições epigráficas comemorativas. Este par de marcos-colunas foi deslocado do seu lugar original, devido à construção de casas sobre a margem direita da ponte. A inscrição que se situa a montante informa que a ponte foi concebida na época do imperador Trajano (finais do século I, inícios do século II d. C.) com o esforço económico dos habitantes de Chaves. A jusante do resguardo da ponte destaca-se o outro marco-coluna, podendo-se ler neste uma extensa inscrição epigráfica latina, que invoca uma avultada obra pública (não identificada com segurança) realizada em cooperação entre os soldados romanos da 7ª Legião, os habitantes flavienses e mais nove povos circunvizinhos. E, tal como sucedia noutras situações similares, Trajano terá custeado pessoalmente a edificação pétrea da ponte flaviense. O imóvel foi, no entanto, objecto de algumas remodelações ao longo dos séculos posteriores, tendo sido destruída parcialmente por uma cheia ocorrida no século XVI. Após algumas intervenções realizadas com vista à reconstrução e manutenção da ponte, quer logo em quinhentos, quer no século XIX e, sobretudo, já na centúria de XX, o imóvel acabaria por, na generalidade, conservar as características originais, bem patentes no próprio aparelho construtivo utilizado. E apesar de D. Jerónimo Contador de Argote (1676-1749) se referir à ponte como possuindo dezasseis arcos de volta perfeita, com cerca de 152 m de comprimento, o facto é que, no século XVIII, alguns deles já se encontrariam soterrados, sendo actualmente visíveis apenas doze, embora alguns entaipados, numa extensão máxima de aproximadamente 100 m (Ibid.). Quanto aos quebra-rios, eles apresentam-se ligeiramente escalonados, característica presente em diversas pontes localizadas acima do Douro. Relativamente às duas colunas atribuídas aos imperadores Titus Flavius Vespasianus (c. 9-79) e Trajano, localizadas sensivelmente a meio do tabuleiro, é plausível que proviessem de outro local, nomeadamente de umas das extremidades da própria ponte. Revestem-se, todavia, de uma importância acrescida em virtude de datarem o monumento, em si, e ostentarem referências únicas relativas às comunidades envolvidas na sua edificação, dados fundamentais para um melhor entendimento da designação dos povos que habitaram a Lusitânia (Id., Ibid., pp. 71-72). Entretanto, durante a prospecção arqueológica conduzida em 2001, no âmbito do projecto de remodelação do centro histórico da cidade, foi descoberto um troço de cinquenta metros de calçada romana na actual Rua Cândido dos Reis, de acesso à ponte.
Sacred architecture

Capela de S. Roque

A capela situa-se junto ao rio Tâmega, no topo de um jardim entre a Rua de São Roque e a Alameda da Galinheira. Construída no século XVII, sob a invocação de Nossa Senhora das Neves, a pequena capela era administrada pela população local, mas com a colaboração de alguns mordomos para a realização da romaria anua. No século XVIII, o templo foi reformado e, em 1758, a capela ainda mantinha a designação de Nossa Senhora das Neves. Posteriormente, o templo passou a ter a invocação de São Roque. Tem planta longitudinal simples, de nave única, interiormente iluminada por vãos axiais e frestas na zona do altar-mor. Fachadas com cunhais apilastrados coroados por elegantes pináculos e terminadas em friso e cornija. A fachada principal termina em empena e é rasgada por portal de verga recortada, encimada por óculo polilobado e ladeada por duas janelas.
Waypoint

Ciclovia do Tâmega / Ecopista

Γέφυρα

Ponte da Galinheira

ATENÇÃO: esta ponte, em forma de açude, encontra-se na presente data (17 fevereiro 2020) parcialmente destruída, impossibilitando assim a passagem para a outra margem.
Λίμνη

Lagoas de Chaves

Γέφυρα

Ponte entre lagoas

Λίμνη

Lagoas de Chaves

Λίμνη

Lagoa de Outeiro Seco

Waypoint

Canal de regadio

Waypoint

Santo Estevão

A meia dúzia de quilómetros de Chaves, Santo Estêvão situa-se no sopé da zona montanhosa que se estende a Norte desde a cota de Mairos, já na fronteira com a Galiza, até à Ribeira das Avelãs a sul, mesmo ali a ao lado da veiga de Chaves, por onde as suas terras de cultivo se estendem até ao rio Tâmega e, entre as freguesias, também da veiga, de Vila Verde da Raia e de Faiões. Stº Estêvão, freguesia autónoma, possui 10,61 Km2 de área e pouco mais de 600 habitantes. Junto ao castelo, situa-se a Igreja Matriz, templo espaçoso com alguma elegância, de uma só nave. Outros pequenos templos existem ainda por terras de Stº Estêvão, como os invocados a S.Mateus, à Srª do Rosário e a Capela do Paço, topónimo que recorda a antiga moradia senhorial, talvez alti-medieva, onde ainda se pode observar a pedra de armas da nobre Casa do Paço. Recorde-se que a designação de Paço, era demonstração da nobreza da família e que só era atribuído a solares de grandes fidalgos. A quinta de Santa Isabel é uma das poucas pérolas que demonstram bem a aristocracia que habitou a antiga Vila de Stº Estevão. A aldeia de Santo Estêvão foi outrora vila medieval e as suas casas serviram de alcáçovas do castelo. Na área geográfica de Santo Estêvão há testemunhos vários que atestam a existência da povoação já na pré-história. No entanto, a primeira prova documental que a refere tem data de 12 de Maio 1074, anterior, portanto, à independência do Condado Portucalense. A região de Chaves (Flaviae) e Santo Estêvão fizeram parte do dote de D. Teresa, filha ilegítima de Afonso VI de Leão e Castela, quando em 1095 se casou com o Conde D.Henrique de Borgonha. Em 1129 a região de Chaves foi tomada pelos Mouros e retomada 31 anos depois, por Rui e Garcia Lopes, dois cavaleiros de aventura que a ofereceram em 1105 a D. Afonso Henriques quando foi reconhecido como Rei de Portugal. D. Afonso Henriques começou, desde logo, a alargar os limites do território que lhe fora legado. Chaves era então uma terra portuguesa, assim com a fortaleza de Santo Estêvão, que o nosso primeiro Rei e D. Sancho I foram construindo e reforçando. Há, no entanto, um período da nossa história coeva em que as terras de Chaves voltaram ao poder de Leão após a desastrosa jornada de Badajoz em 1169, em que D. Afonso Henriques foi ferido e aprisionado por seu genro D. Fernando II de Leão. Para o seu resgate, D. Afonso Henriques teve de largar todos os lugares e castelos que penosamente havia conquistado, menos o Castelo de Santo Estêvão que continuou na posse do Rei de Portugal. Em 15 de Maio de 1258 D. Afonso III concede foral a Santo Estêvão. A antiga vila de Santo Estêvão e dois antigos coutos vizinhos, Faiões e São Pedro de Agostém, eram posições estratégicas da fértil Veiga, que os vizinhos leoneses se empenhavam em arrebatar-nos a cada instante. Principalmente o castelo de Santo Estêvão constituía uma vigilante sentinela à fértil planície, exigindo, por isso, uma constante atalaia da orla fronteiriça nortenha contra as surtidas astuciosas dos leoneses.
κάστρο

Torre de Menagem / Castelo de Sto. Estevão

As primeiras referências a este local datam do século XI e mencionam uma propriedade rural de grandes dimensões, eventualmente fortificada. Em 1212, já o castelo existia, pois foi neste ano conquistado por Afonso IX de Leão, no processo de pretensa defesa dos direitos de sua filha, a Infanta D. Teresa. Durante dezanove anos, a fortaleza esteve na posse do monarca castelhano, só sendo restituída à coroa portuguesa em 1231, data em que se celebrou o acordo de paz do Sabugal. A posição estratégica de Santo Estêvão determinou que alguns dos contactos entre as duas coroas peninsulares passassem por ele, como aconteceu em 1253, quando D. Afonso III se deslocou ao castelo para receber a sua futura esposa, D. Beatriz. - "No Castelo de Santo Estêvão fez D. Sancho I celebrar o casamento de sua filha D. Teresa com D. Afonso IX, Rei de Leão. No mesmo castelo viveram durante muitos anos as outras duas filhas de D. Sancho I, D. Mafalda e D. Sancha e seu filho Afonso que veio suceder a seu pai no reino de Portugal, D. Afonso II. A separação de Afonso IX e D. Teresa, por imposição pontifica, veio agravar o equilíbrio estabelecido. Afonso IX tomou, porém, o partido da ex-mulher no litígio que a opunha ao rei seu irmão, que a lesara na herança paterna em Portugal. O Castelo de Santo Estêvão foi tomado como penhor ou fiança nesse litígio, o que, mais uma vez, veio reforçar a importância dessa fortaleza fronteiriça, que esteve então durante 19 anos em poder dos leoneses. Só foi restituído a Portugal em 1231, pela convenção estabelecida por Fernando III de Leão e D. Sancho II no Sabugal. D. Afonso, irmão de D. Sancho II que viria a tornar-se D. Afonso III de Portugal, após a sua separação de D. Matilde de Bolonha, casou em segundas núpcias com uma filha ilegítima de Afonso X, Rei de Castela e Leão, D. Beatriz com quem se encontrou em Bragança em 10 de Maio de 1253, seguindo depois para Santo Estêvão. O consórcio de ambos realizou-se no Castelo de Santo Estêvão, em cujas alcáçovas foram preparadas acomodações condignas para receberem os régios esposos. D. Afonso III passava já dos 40 anos, enquanto a princesa era ainda uma criança. Só seis anos depois nasce deste enlace a infanta D. Branca e em 1261 o herdeiro do Reino, o príncipe D. Dinis. D. Afonso III fica a viver com a rainha D. Beatriz, em Santo Estêvão. É daqui que são outorgados e confirmados forais, a partir de fins de Maio de 1258 e assinado por D. Beatriz e outras testemunhas importantes, entre as quais Fernando Fernandes Cogominho, rico homem, pai de Nuno Fernandes Cogominho que foi almirante do Reino no tempo do rei D. Dinis. A reputação de que o povoado de Santo Estêvão disputou nos séculos XII e XIII adveio de que ao seu redor e do seu Castelo se travaram importantes recontros militares entre adversários fronteiriços. A partir de 1268 começaram a aparecer diplomas régios, assinados em Santo Estêvão, com referência a Chaves, embora o primeiro foral da actual cidade só tenha sido promulgado em 1514, em pleno reinado de D. Manuel. É, porém, notório que nesse documento aparecem referências a um foral antigo, do tempo de D. Dinis, confirmado por D. Afonso IV seu filho e sucessor. No reinado de rei-poeta, a torre de menagem do Castelo de Chaves devia estar concluída, mas, ainda assim, a fortaleza e povoação de Santo Estêvão nada perdera da sua antiga importância militar, segundo referências colhidas das frequentes inquirições mandadas efectuar pelos reis, para denunciarem e reprimirem os abusos da nobreza em relação às propriedades pertencentes à corte."
Sacred architecture

Igreja Matriz de Sto. Estevão

Sacred architecture

Capela de Nossa Senhora do Rosário

Γέφυρα

Ponte romana sobre ribeira de Avelãs

O traçado da via romana, a partir de Chaves, subia por Faiões, onde atravessava a Ribeira de Avelãs, numa ponte de um arco; seguia pelo termo das Assureiras (Souto Bravo), onde ainda se observam alguns troços de calçada, até ao Castelo de Monforte. A atual construção será um reconstrução da idade média. Infelizmente, a ponte está muito descaracterizada e a zona muito mal cuidada...
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Relógio de sol

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Faiões

Faiões é uma freguesia portuguesa do concelho de Chaves. Esta aldeia, eclesiasticamente, pertence à paróquia de Santo Estêvão. Leite de Vasconcelos é de opinião que o nome da aldeia possa provir de um genitivo germânico de grande antiguidade. Outros historiadores opinam que Faião era o aumentativo de faia. Seja qual for a origem ela perde se na antiguidade dos tempos passados. Foi nos princípios da monarquia portuguesa Couto dos arcebispos de Braga, talvez em 1213, quando foi prelado bracarense, Estevão Soares da Silva, adversário de Afonso II, partidário das infantas suas irmãs. É bem provável que Afonso IX, rei de Leão, após a tomada do Castelo de Santo Estêvão, tivesse feito essa oferta para captar as simpatias e passar a ter do seu lado tão grandes e nobres senhores. Foi por Faiões que outrora passou a via romana, vendo se ainda vestígios no seu pavimento. Mais antigo ainda é o castro situado nas cumeadas da Montanha do Corgo, sobranceiras a Faiões. Apareceram também, ao longo dos tempos, objectos característicos do período neolítico. Este povoado revela assim que teria ultrapassado os tempos para além da história. Esses objectos foram encontrados quando os agricultores, na sua labuta diária foram revolvendo as férteis terras que produzem, em abundância, todos os frutos próprios da região. Na veiga, perto da aldeia, ao lado da denominada Carreira da Pedra, onde foi encontrada, em Maio de 1975, a estátua menir de Faiões, cujos contornos definem a figura humana, conta a tradição que existe uma cidade submersa e que na lagoa, nos tempos de tempestade, aparecem restos de navios". Possui o povoado, várias casas solarengas e a igreja de devoção a São Martinho. É desta localidade o notável benemérito Dr. António Luiz de Morais Sarmento`, que mandou construir uma escola e um bairro social para operários`. De Faiões foi o último enforcado, José Calças, justiçado no Largo do Tabulado de Chaves, pelo último carrasco, Luís Negro, de Capeludos de Aguiar. Poucos dias depois de ser executado, foi abolida a pena de morte em Portugal, sendo este triste facto histórico que chamou a atenção do mundo civilizado para a lei que então vigorava e possivelmente foi determinante para a extinção da pena de morte neste país. Sobre este facto romanceou Camilo num dos seus muitos livros.
Sacred architecture

Igreja de S. Martinho / Sepultura na rocha

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Escola primária de Faiões

A Escola Primária de Faiões é considerada a mais bela de Portugal! Os seus traços arquitectónicos são inspirados no Paço das Escolas da Universidade de Coimbra e foi mandada construir por um antigo reitor desta instituição na década de 30, o Doutor António Luís Morais Sarmento.
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Casa dos Sarmentos

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Cruzeiro de Faiões

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Cruzeiro de Eiras

Sacred architecture

Capela Senhora dos Aflitos

Waypoint

Calçada Romana

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Quinta da Condeixa

Γέφυρα

Ponte sobre Ribeiro do Caneiro

Γέφυρα

Ponte pedonal sobre rio Tâmega

Ponte com 2 tirantes centrais, com tabuleiro metálico com 3 m de largura e torre metálica com 20 m, com rampa de acesso em betão.
Ποταμός

Poldras de Chaves sobre o rio Tâmega

Há muitas maneiras de atravessar o Tâmega em Chaves e as poldras são se calhar a mais arriscada! A meio caminho entre a Nova Ponte Pedonal e as caldas, as Poldras de Chaves são uma outra maravilha da cidade. Preservadas durante milénios as Poldras de Chaves continuam a ser atualmente local de visita e passagem obrigatória para quem visita a cidade. Há 90 poldras no total, ou seja, muito trabalho e coragem para atingir o outro lado do rio. A belíssima envolvente das margens do rio Tâmega é um bónus inesperado. Mas afinal o que são as poldras, perguntam os desconhecedores de tal palavra. Antes da avançada engenharia na construção de pontes houve a necessidade de atravessar riachos ou ribeiros de pequeno caudal onde pedras (Poldra ou Alpondra) estrategicamente colocadas permitiam a passagem de uma pessoa a pé, reduzindo assim longas distâncias para uns escassos metros. Hoje o seu uso é praticamente destinado ao turismo.

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