-
-
422 m
3 m
0
79
158
315,54 χιλιόμετρα

8 εμφανίσεις, 0 αποθηκεύσεις

κοντά στην περιοχή El Sordo, Aysén (Chile)

Durante a madrugada dei uma olhada na temperatura da bateria do telefone, não é preciso, mas ajuda a ter uma ideia de como está. Se está marcando 5 graus, quer dizer que lá fora está bem menos. De manhã acordei e já fui na motocicleta ver a temperatura, - 1 grau de novo, as 8:30 da manhã. Formou gelo em cima da moto. A barraca estava com gelo do lado de dentro e do lado de fora do sobre teto. Tá explicado porque foi tão frio.


Dei uns pulos pra esquentar e fui preparar o café. Aproveitei e ascendi de novo a fogueira, mas dessa vez deu trabalho, estava tão frio que o fogo não queria pegar. As madeiras estavam um pouco úmidas também. Só fazia fumaça. Apelei e coloquei um pouco de gasolina num potinho que achei por ali, botei fogo e joguei umas madeiras em cima. Aí foi. Enquanto me esquentava no fogo tomei café da manhã, pão de forma com doce de leite e café com leite em pó. As montanhas eram altas e ainda tinha uma fileira de árvores ao leste. No final das contas o sol só apareceu ali umas 10:30. Não dava um sair antes da barraca secar. Estiquei ela o mais alto possível, lavei a louça e esperei. Umas 11h já estava seca. Guardei tudo e voltei pra estrada. Vila o Higgins ficava a uns 75km dali.
Fui tranquilo, mas apareceu uma Van a milhão na estrada. Na tentativa de me manter à frente dela e evitar o poeirão, passei a reto numa curva... Era descida e havia uma curva a esquerda, a moto passou pelas pedras soltas do meio da estrada e como ela é abaulada, quando chegou na faixa de rodagem direita, o pneu nem encostou no chão. Pneu Perdeu o contato e passei reto. Sorte que havia um barranquinho de pedra que serviu como colchão pro pneu dianteiro. Ela fincou do lado esquerdo. Em segundos o cara da van chegou e perguntou se estava bem, respondi que sim. Levantei à moto e ele foi embora. Esse lado da estrada tinha uma parede de pedra, o buracão era do lado esquerdo. E como ela fincou na beira de estrada, foi só levantar, dar partida e continuar. Única coisa que quebrou foi a pedaleira avançada que mandei soldar no protetor de carenagem. Que é ótimo, o protetor segurou tudo e não deixou acontecer nada com a moto. Faltavam uns 50km até o final da Carretera Austral. Fui mais tranquilo agora. No caminho, paisagens muito bonitas.
Até que cheguei na placa que indica o final da Carretera.

1247km, é o final, mas pra mim é o começo. Voltei todos os 230km até Cochrane. No caminho peguei água numa cachoeira e tirei várias fotos.

Esse trecho tem que ir com cuidado porque a estrada é abaulada. Então as curvas pro lado direito são fáceis, as do lado esquerdo, complicadas. Faz na contramão sem ver se vem alguém pela frente ou vai a 20km/h dela direita. Cheguei na balsa as 15:30 comi um pão com suco e a balsa chegou em 15 minutos. Exatamente as 16h ela saiu. Essa é a época de alta temporada, então existem mais horários de translado, mas em abril começa a baixa temporada com horários mais restritos. Dali até Cochrane eram 90km, como já havia feito esse trecho na ida, já sabia o que esperar pela frente, mas a paisagem vista por outro ângulo faz tudo parecer novidade.

Cheguei na cidade 6 e pouco da tarde. Conectei no Wi-Fi público e pesquisei preço de hostel. Absurdamente caros. Sem condições pagar 150 reais num hostel. Resolvi ir embora e ver o que poderia encontrar no caminho. Mas antes de sair da cidade, passei em frente a uma casa escrito camping, perguntei o preço, uns 28 reais com banho e Wi-Fi, acho que vale.
Montei a barraca e fui num mercado comprar hambúrguer e arroz. Tomei banho e fiz janta. Foi uma luta com o chuveiro, não soube manusear a torneira. Tinha duas temperaturas fervendo ou congelando. Não tinha meio termo e o banho se deu nos segundos de intervalo entre as trocas de temperatura. O arroz ficou uma papa e o hamburger queimou no fundo da panela. Esse gás que fiz a recarga não durou muito, acho que tem a ver com a composição ou a temperatura do lugar. O botijão original tem 25% de propano. Esse era só butano. Amanhã vou comprar mais um botijão de gás. Se esse acabar no meio do preparo, perco a comida então é melhor ter um reserva. Acho que tinha umas 15 Barracas no camping, quase todos franceses, que acabou virando a língua oficial do lugar, um carro com barraca no teto e vários ciclistas. Como esse povo gosta de pedalar pela patagônia. Vi uns pedaços de papelão num canto e resolvi pegar uns pra forrar a barraca. Muito boa ideia. Segurou bem a friagem. Fez um pouco de frio, mas foi tranquilo. Acho que não chegou a 0, deve ter ficado nuns 5 graus.

Σχόλια

    You can or this trail